quarta-feira, 8 de julho de 2015

Revolução Científica do Século XVII

          Os historiadores e filósofos das ciências consideram o século XVII como o século onde decorreu a Revolução Científica, pois nessa época que muitos filósofos naturais deixaram importantes contribuições para diversas áreas. Esse processo preparou o surgimento da do que chamamos de "ciência moderna". 


Microscópio criado por Robert Hook (1665)





A Revolução Científica repensou a astronomia, a matemática, a física, a química, a biologia, a medicina, anatomia, e em alguns aspectos, a zoologia, microbiologia, fisiologia e até a filosofia.
          Em geral a revolução se deu no que nós chamamos hoje de ciências exatas e da natureza, nesse caso, medicina estaria ligada ao sentido de natureza. 
          Historiadores das ciências e filósofos das ciências dizem que nesse período teria surgido o "pensamento do mundo moderno", com características próprias: as mudanças no conhecimento, na visão de mundo, na cultura e na sociedade foram aceleradas.
          A Europa, berço dessa revolução e posteriormente, a influência da mesma começou a ser sentida de forma menor e variável pelas colônias europeias no mundo.

          As órbitas dos planetas, a propagação da luz, do som e o movimento dos seres vivos, os filósofos naturais procuraram compreender “algo a mais” do que os movimentos do universo. Queriam explicar as suas estruturas: algo que ficou bem marcante.


Galileu Galilei criou a nova ciência do movimento, que os historiadores ainda veem como um passo decisivo para as teorias subsequentes. Contribuiu para o desenvolvimento da "nova física" ou "física moderna". Isso levou vários outros estudiosos a se embrenharem pela física, astronomia e matemática para repensarem suas "ciências".


Galileu Galilei


Francis Bacon - Embora, Bacon tenha deixado vários trabalhos no campo do direito, leis, alquimia e história, ele é principalmente lembrado para as ciências por seus trabalhos no campo da filosofia natural, onde deixara importantes obras a respeito da metodologia e teoria, nesse caso o chamado Empirismo. Propôs um método investigativo fundamentado em observação, descrição, classificação, comparação, eliminação e, só então, dedução das possíveis causas de um fenômeno.




Francis Bacon


René Descartes - é principalmente lembrado como o desenvolvedor do Racionalismo na filosofia moderna. Podemos destacar duas de suas obras mais importantes: O Discurso sobre o método (1637) sua obra mais famosa, onde ele desenvolveu o conceito do método, e como esse pode ser aplicado na filosofia natural, além de dar os primeiros passos para o desenvolvimento do racionalismo moderno. ("Penso, logo existo"). As Meditações sobre Filosofia Primeira (1641), onde ele questionou a necessidade de duvidarmos de tudo excerto da própria razão.Nesse caso, ele dizia que ao duvidar, isso leva você a questionar o por que dessa dúvida, logo, isso o impulsiona a procurar por respostas. 



Renè Descartes


Isaac Newton - os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural (Philosophiae Naturalis Principia Mathematica) nessa obra reeditada posteriormente mais duas vezes pelo próprio autor, Newton tratou basicamente de três assuntos: a cinemática, a mecânica celeste e expôs sua lei da gravitação universal.  Esse trabalho gerou as famosas Três Leis de Newton, comumente definidas como: inércia,dinâmica e ação e reação.


Isaac Newton


John Locke - É considerado um dos líderes da doutrina filosófica conhecida como empirismo e um dos ideólogos do liberalismo e do iluminismo. criticou a teoria do direito divino dos reis, formulada pelo teólogo e bispo francês Jacques Bossuet. Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na sociedade. Embora admitisse a supremacia do Estado, Locke dizia que este deve respeitar as leis natural e civil.




John Locke





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