quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Independência da América Espanhola


Antecedentes


             As independências das colônias da América Espanhola estão relacionadas às transformações que ocorreram durante o século XVIII, na Europa,  que levaram o absolutismo à ruína.

             A Revolução Industrial, a independência das Treze Colônias da América do Norte e a Revolução Francesa causaram grande impacto na América Espanhola.


             Entre o final do século XV e o início do século XVI a Espanha construiu, na América, um imenso império colonial riquíssimo em metais preciosos. Esses domínios na América foram o principal sustento da coroa espanhola até o final do século XVIII.

             O "Pacto Colonial"  era a estrutura de dominação da metrópole sobre a colônia. Era a forma usada para a exploração econômica e transferência das riquezas produzidas na colônia para a metrópole. Uma das bases dessa estrutura era o monopólio comercial. Em meados do século XVIII a produção de riquezas nas colônias estava em grande decadência.

             A Espanha acumulou dívidas com a Inglaterra pois importava produtos manufaturados, já que a indústria espanhola não se desenvolveu nessa época.

             Pouco antes da emancipação das colônias espanholas, a sociedade colonial se apresentava rigidamente hierarquizado, onde o nascimento, a tradição e a riqueza definiam a posição social do individuo.

             Para contornar as dificuldades causadas pela queda na produção das colônias, o governo espanhol aumentou os impostos e criou regras para restringir mais ainda o comercio colonial. Além das restrições econômicas, os criollos continuavam proibidos de participar das decisões políticas, já que o controle colonial estava nas mãos dos capetones.





             Naturalmente ocorreram revoltas populares. Como exemplos podemos citar o movimento liderado pelos padres Miguel Hidalgo e José Morellos, no México; a Rebelião oorganizada por Tupac Amarú, no Vice Reino do Peru, entre outras. No entanto elas foram combatidas e derrotadas, não apenas pelas autoridades espanholas mas também pelas elites criollas.

             Sob influências das mudanças ocorridas na Europa, ocorreram as transformações políticas nas colônias espanholas ao se transformarem em Estados Soberanos. Entretanto, da mesma forma que o Brasil nessa época, mantiveram o modelo econômico agroexportador.

Libertadores da América


Os maiores destaques ficaram com o venezuelano Simon Bolívar e com o argentino José de San Martin. Eles foram protagonistas em vários processos militares que conquistaram independências políticas:

- San Martin - Argentina, Chile e Peru.
- Simon Bolívar - Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia.


San Martin

O sonho da unidade na América Espanhola.

             Simon Bolívar foi o grande representante do projeto unitarista, defendendo a união das ex-colônias espanholas em uma única e grandiosa nação independente. Bolívar advogou esta proposta no Congresso do Panamá, encontro que buscava definir os caminhos a serem tomados pelos novos países latino-americanos. No entanto, frente aos interesses das lideranças locais e ao desejo da Inglaterra e dos Estados Unidos em impedir a formação de uma potência rival na região, seu programa unitarista foi derrotado. Deste modo, a fragmentação do território foi consolidada e a formação de vários países estabelecida.
                                                                                                                                                 Simon Bolívar

Características gerais do processo de independência das colônias espanholas na América:
- a grande participação popular, porém sob liderança dos criollos;
- o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
- a fragmentação territorial, produziu vários países independentes (Estados soberanos);
- adoção do regime republicano - exceção feita ao México.

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